A evolução da tecnologia na agricultura: da tração animal à robotização

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A história da produção agrícola no mundo passa por fases de muita transformação. A agricultura tradicional durou séculos. Era destinada basicamente para a subsistência dos produtores, marcada pela pouca tecnologia e baixa produtividade. Ainda é praticada no Brasil, mas com o passar dos anos surgiram inovações desenvolvidas para facilitar e melhorar o trabalho no campo. Os agricultores que enxergam a atividade como negócio foram se adaptando até chegar ao modelo que conhecemos hoje como Agricultura Digital. 

Quando se pensa que não há mais nada a ser inventado, logo surge uma novidade. Isso passou a ser percebido com mais frequência nas últimas décadas. A evolução tecnológica vem com uma velocidade surpreendente.

Agricultura 1.0

No modelo tradicional, os equipamentos eram rudimentares e a tração animal, a força que permitia ao agricultor, trabalhar a terra. Foi isso que possibilitou por muito tempo o uso do arado que preparava o solo para o plantio e da carroça para transportar os insumos e a produção. O uso da força de cavalos e bois foi um grande avanço para a época. Até o início do século XX, essa era a forma mais moderna de desenvolver o trabalho na lavoura. Ficou registrada então, a Agricultura 1.0.   

Agricultura 2.0

Ainda no início do século 20, a mecanização e o conhecimento científico  começaram a mudar o cenário no meio rural. Os animais que puxavam o arado e as carroças deram lugar a máquinas movidas a motores à combustão. Os tratores e outras máquinas agrícolas são símbolo da agricultura 2.0.       

Agricultura 3.0

As diferenças nas áreas de cultivo começaram a ser levadas em conta nas últimas duas décadas. Variações na água e no solo, capazes de alterar a produção, começaram a ser avaliadas. Era o início do que chamamos de Agricultura de Precisão. Os estudos mostravam que alguns pedaços de terra produziam mais que outros. A tecnologia que marcou essa fase da produção agrícola foi o Sistema de Posicionamento Global por Satélite. O GPS  consegue detectar variações dentro de um mesmo espaço de produção, o que torna possível fazer um manejo mais racional dos recursos. Conforme a necessidade de cada área de cultivo, o sistema permite diferentes recomendações para adubação e irrigação, por exemplo.

Agricultura 4.0

A Agricultura Digital 4.0 reúne todas as tecnologias apresentadas nas fases anteriores e incorpora a automação e a conectividade. No modelo de produção agrícola que está hoje à disposição do produtor rural, são usadas máquinas, veículos autônomos, drones, robôs e animais com sensores. As informações são coletadas e encaminhadas de forma digital para um banco de dados. Essas informações são analisadas e permitem que as decisões sejam tomadas com mais inteligência.

O que vem por aí

Nos próximos anos já deve chegar ao campo a agricultura 5.0. Além da automação e da conectividade, será aplicada a robotização na gestão do sistema. Alguns especialistas afirmam que a partir de 2022 as máquinas trabalharão com mais autonomia.

Ao alcance de todos

O agricultor do século 21 tem à mão a tecnologia de informação e a autonomia nas decisões para produzir com mais qualidade e eficiência. O desafio é compreender qual tipo de tecnologia se aplica a cada caso. O produtor rural também precisa estar aberto às novidades e entender porque a tecnologia é necessária. Os avanços, cada vez mais rápidos, não vêm para substituir o homem no campo. Está aí para dar a ele um modelo de trabalho com mais qualidade de vida, com tempo para se profissionalizar e definir estratégias para se posicionar melhor no mercado.

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