Absorção de nutrientes e o manejo de fertilizantes: nitrogênio

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Agropro Absorção de nutrientes e o manejo de fertilizantes nitrogênio

O manejo de fertilizantes leva em consideração tanto a avaliação da fertilidade do solo e diagnose foliar, quanto a fonte e dose e as tabelas de recomendações de fertilizantes. Essas tabelas de recomendações de fertilizantes variam conforme a cultura e a região do país e foram estabelecidas após anos consecutivos de experimentos.

No entanto, esquecemos alguns fatores importantes para melhor manejo de fertilizantes em sistemas de produção, que são como os nutrientes são absorvidos e disponibilizados para as plantas. Neste texto levaremos em consideração apenas um dos macronutrientes primários, o nitrogênio (N).

N: planta e solo

As formas de N que as plantas absorvem são nitrato (NO3) e amônio (NH4+). Quando a planta absorve elevados níveis de NO3 há aumento de transporte de ânions (OH, HCO3) para fora das células e aumenta a absorção de cátions (cálcio, magnésio e potássio). Já o NH4+ reduz a absorção de cátions e aumenta a absorção de alguns ânions como H2PO4 e SO4. No entanto, podem favorecer a acidificação do solo e aumentar a necessidade de calagem.  

No solo o NO3é mais móvel do que o NH4+ e, portanto, mais disponível para a planta. No entanto, a planta gasta mais energia para absorver NO3do que NH4+ e isso resulta em maiores níveis de carboidratos e proteínas quando a planta absorve mais NH4+. Portanto, quando o objetivo é produção de grãos ou fitomassa com elevados níveis de proteínas a melhor fonte de N seria a que fornece NH4+.

Manejo de fertilizantes nitrogenados

De todo o fertilizante nitrogenado aplicado cerca de 40-50% são utilizados pelas culturas, o restante pode ser perdido no sistema planta-solo e ocasionar sérios problemas de contaminação do ar e água. Portanto, é importante desenvolver estratégias de manejo de fertilizantes.

O manejo de fertilizantes nitrogenados está intimamente ligado com a eficiência de uso de N. A qual leva em consideração a relação entre a capacidade da planta de absorver o N do solo e produzir grãos e fitomassa. Por isso, há tanto investimento em genótipos que apresentam melhor eficiência de uso de N.

A planta absorve N por fluxo de massa e os adubos nitrogenados minerais são solúveis em água e não apresentam problemas com aplicação superficial (em cobertura) e disponibilidade do nutriente no solo. No entanto, o melhor manejo de fertilizantes nitrogenados visa reduzir perdas de N, principalmente perdas por lixiviação e/ou volatilização.

Para evitar perdas por lixiviação, a melhor alternativa seria o parcelamento da dose do fertilizante ao longo do ciclo da cultura. Essa estratégia de adubação é muito comum em forrageiras perenes. Já para redução das perdas por volatilização, é necessário que o fertilizante nitrogenado, aplicado em superfície, seja levado para dentro do solo pela água ou mecanicamente. A volatilização é muito comum após aplicação de ureia, devido a formação de carbonato de amônio durante a sua hidrólise. O carbonato de amônio é instável e se decompõem em amônia e gás carbônico.

Fertilizantes orgânicos, como estercos, também podem apresentar problemas com lixiviação e volatilização. Por isso é muito importante manejá-los de maneira correta, principalmente em sistemas integrados de produção agropecuária (SIPA).

Sulfato de amônio – que também pode ser fonte de enxofre – e nitrato de amônio – que apresenta propriedade de redução da acidez do solo – não apresentam problemas com volatilização em solos ácidos.

Portanto, sabendo realizar o adequado manejo de fertilizantes, melhor será a eficiência de uso do nutriente pelas plantas.  

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