Adubação antecipada: Outra perspectiva

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Agropro Adubação antecipada Outra perspectiva

A adubação antecipada é umas das práticas agrícolas mais utilizadas na Região Centro-Oeste brasileira. Mas também pode apresentar potencial para as áreas agrícolas do sul do país. No entanto, esse assunto ainda é muito discutido por pesquisadores, os quais estudam a eficiência da adubação antecipada para a Região Sul do Brasil.

Adoção da adubação antecipada

A adubação antecipada consiste em realizar a prática da adubação na safra outono-inverno para beneficiar a safra primavera-verão. Em muitos casos principalmente na Região Centro-Oeste do país, a “adubação antecipada” antecede cerca de 30 dias a semeadura da safra primavera-verão.  

Para a adoção da adubação antecipada, o profissional da agricultura deverá ter conhecimento prático e técnico desde a aplicação até a reação química dos fertilizantes e nutrientes no solo.

Também, é interessante ter o acompanhamento das áreas agrícolas por meio da avaliação da Fertilidade do Solo. Pois em geral, a adubação antecipada é indicada para solos com elevada fertilidade, ou seja, com elevada concentração de nutrientes, principalmente fósforo (P) e potássio (K).

Os nutrientes que apresentam elevada eficiência quando aplicados na adubação antecipada são aqueles que têm processo de transporte predominante de difusão.     

Principais efeitos da adubação antecipada

Os principais efeitos da adubação antecipada são evidentes no momento da semeadura. Pois, se adubado antes, durante a semeadura ocorrerá, geralmente:

  • Redução do número de paradas para abastecimento da semeadora com adubo;
  • Redução do número de máquinas;
  • Aumento da receita líquida da fazenda.   

Sabendo-se disso, a adubação antecipada tem grande importância em fazendas de grande porte, como na região Região Centro-Oeste do país. Nessa região, quanto menor tempo gasto na semeadura maior será o potencial produtivo da cultura.

Além disso, a adubação antecipada favorece a distribuição homogênea dos nutrientes na superfície do solo em sistema plantio direto (SPD) e esse fato proporciona:

O outro olhar

O não atraso da semeadura, proporcionado pela adubação antecipada, pode favorecer culturas que são sensíveis ao fotoperíodo, como a soja.

Para a cultura da soja, o intervalo entre a emergência e o florescimento é dependente da temperatura e fotoperíodo, e variam conforme o genótipo. Assim, quando ocorre o aumento da temperatura e do fotoperíodo pode ocorrer efeitos negativos na soja. Desse modo, quanto mais tempo durar a semeadura, menor poderá ser o rendimento de grão de soja (conforme genótipo).

E além disso, pode ser uma estratégia eficiente em épocas de excesso ou estiagem hídrica. Por exemplo na Região Centro-Oeste, a época de semeadura da soja é, em geral, entre outubro e novembro e/ou após precipitação pluviométrica suficiente para fornecer água para
germinação.

Na Região Sul do Brasil, a adubação antecipada pode, principalmente:

  • Auxiliar na rapidez da semeadura conforme o zoneamento climático de cada cultura, reduzindo os efeitos negativos climáticos;
  • Favorecer a solubilidade de algumas fontes de adubos;
  • Favorecer a disponibilidade de nutrientes no solo;
  • Favorecer a ciclagem de nutrientes;
  • Aumentar ou manter o rendimento de grãos e massa seca.

Portanto, a adubação antecipada é uma estratégia agrícola eficiente, visando aumentar o lucro do produtor. E também, apresenta potencial de uso em sistemas de integração lavoura-pecuária.   

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