Por que a agricultura de conservação é essencial para o pequeno produtor?

0
0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 0 Flares ×

Agropro Por que a agricultura de conservação é essencial para o pequeno produtor

A sustentabilidade é o tema do momento. A conservação dos recursos naturais para o usufruto das gerações futuras. Este tema também tem pautado a agricultura, já que a prática apresenta uma significativa contribuição para uma das questões que é antagônica a sustentabilidade: o aquecimento global. A agricultura emite cerca de 26% do CO2 no planeta. Uma taxa muito elevada.

Temos que destacar que a prática da agricultura é dependente da natureza, e o processo de produção interage com ela. Por isso a agricultura de conservação vem se destacando entre as propriedades rurais, sejam elas grandes ou pequenas. O Brasil colabora com a questão, já que o Sistema Plantio Direto é uma das práticas mais conservacionistas na agricultura.

Mesmo com a difusão da prática no Brasil, as áreas consideradas improdutivas no país não param de crescer. Em 2010 somavam 40% das grandes propriedades rurais brasileiras segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o que representava 228 milhões de hectares sem função social.

Com terras cada vez mais improdutivas e a população crescendo exponencialmente, a conta final não fecha. As áreas produtivas deveriam aumentar e não diminuir, já que uma maior população requer mais alimentos. Por isso vamos destacar neste post a importância da agricultura de conservação.

Menor alteração do solo significa maior produção

A agricultura de conservação se baseia no menor revolvimento do solo, cobertura do solo e rotatividade de culturas. São práticas que preveem menor alteração possível do solo, com o manejo integrado do solo, água e recursos.

Estudos realizados pela Embrapa comprovam que, mesmo em solos naturalmente mais pobres, a agricultura de conservação traz bons resultados, já que a cobertura frequente do solo o enriquece.

Rotatividade de culturas traz mais retorno

As antigas práticas agrícolas eram realizadas com base nas monoculturas. Uma das práticas da agricultura de conservação, a rotatividade de culturas, traz mais retorno ao pequeno produtor que tem diversidade de produtos para o mercado. Além de ter renda garantida durante todo o ano.

Mão de obra reduzida com a agricultura de conservação

O revolvimento do solo a cada colheita envolvia a mão de obra com a limpa dos campos. O aproveitamento de alguns resíduos culturais diminui drasticamente algumas etapas de manejo e limpeza realizadas no campo. O que significa a redução da mão de obra que o pequeno produtor deve contratar.

Menor uso de produtos químicos

Os produtores que praticam a agricultura de conservação utilizam uma menor quantidade de produtos químicos em suas produções.

Como já falamos, a mão de obra é diminuída. Isso, aliado a mínima utilização de produtos químicos, faz com que o produtor tenha os custos de suas produções diminuídos.

Vimos com este post alguns benefícios da agricultura de conservação para os pequenos produtores. Mas também devemos destacar que a maior produtividade diminui outro grande problema visto no Brasil nos últimos anos: o êxodo rural.

Com mais produtividade e renda garantida, os filhos dos pequenos agricultores tendem a dar sequência ao negócio familiar não escolhendo as cidades em detrimento do campo. Além de todos os benefícios aos produtores, há ainda benefícios para a natureza e para a comunidade como um todo, que têm acesso a produtos de melhor qualidade.

Quer saber mais sobre os benefícios da agricultura de conservação? Acesse o nosso blog! Lá você encontra tudo sobre as práticas benéficas para o campo e para o meio ambiente.

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 0 Flares ×

Sobre o Autor

AgroPro

Comentários no Facebook