Avaliação da fertilidade do solo: análise química do solo

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Agropró Avaliação da fertilidade do solo análise química do solo

Quando se busca o sucesso no manejo de corretivos e fertilizantes nos sistemas de produção, devemos levar em consideração vários fatores. Esses fatores podem ser fonte e dose bem como época e local de aplicação de corretivos e fertilizantes. No entanto, a eficiência do uso de corretivos e fertilizantes está intimamente ligada com as condições do solo, principalmente os atributos químicos. E os atributos químicos podem ser obtidos por meio da análise química do solo, a qual é a maneira eficiente da avaliação da fertilidade do solo.

Indicadores da fertilidade do solo

Os indicadores da fertilidade do solo podem ser físicos, químicos e biológicos. Dentre os principais atributos químicos fornecidos na análise química do solo são:

  • Valor de pH;
  • Concentrações de macro e micronutrientes;
  • Concentrações de elementos potencialmente tóxicos.

O processo de obtenção dos indicadores da fertilidade do solo compreende amostragem e envio da amostra do solo para o laboratório, preparo e análise química do solo, interpretação dos resultados e recomendação técnica realizada por profissionais da Ciência Agrária, como Engenheiros (as) Agrônomos (as) e Zootecnistas.

Erros de amostragem para análise química do solo

Cerca de 90% dos erros nos resultados da análise química vem de amostragem errada do solo no campo e, aproximadamente 20% dos erros são oriundos do laboratório de análise química do solo.

Mas o que levar em consideração no momento de coletar amostras para fins de análise química do solo a fim de reduzir os erros? Abaixo estão listados dois fatores:

1) Divisão da área agrícola em glebas mais homogêneas e menores do que 10 ha levando em consideração:

  • Mesmo tipo de vegetação ou plano de rotação de culturas;
  • Tipo, declividade e drenagem do solo;
  • Áreas com maior rendimento das culturas, as quais podem apresentar solos mais férteis.  

2) Amostrar o solo após a colheita da safra de verão. Época na qual temos a real condição do solo após a exportação de nutrientes pela cultura colhida e assim, poderemos recomendar corretivos e fertilizantes de maneira segura e racional. Além disso, recomenda-se coletar 20 amostras simples/gleba para compor uma amostra composta/gleba em cada camada amostrada de solo.      

Os erros nos resultados da análise química do solo obtidos no campo podem ser devido ao tipo de fontes e doses, e época e forma de aplicação de corretivos e fertilizantes. Também, em sistemas integrados de produção agropecuária (SIPA) o pastejo e/ou a distribuição de resíduo animal na área agrícola pode gerar grande variabilidade nos atributos químicos do solo. Outro fator que favorece o erro são as características dos elementos analisados.

A fonte e forma de aplicação (em sulco ou em superfície) de corretivos e fertilizantes com solubilização lenta no solo tendem a favorecer o erro do resultado da análise química do solo, principalmente quando se emprega metodologia analítica errada. Esse caso é muito comum quando se aplica fosfato natural e se utiliza Mehlich-1 como solução extratora de fósforo (P) no solo. Nesse caso o resultado da concentração de P no solo é maior do que o real e, portanto, torna-se um problema.

Economia com a análise química do solo

Adotando a análise química do solo, a qual apresenta custo baixo, o agricultor poderá aumentar o lucro devido ao uso racional de corretivo e fertilizantes. Pois sabendo as concentrações de nutrientes no solo e as concentrações ideais de nutrientes para as culturas, o agricultor tem autonomia de variar a dose de fertilizante ao longo do tempo, economizando, por exemplo, quando o dólar está em alta.

Portanto, é necessário a análise química do solo todos os anos para obter sucesso no manejo de corretivos e fertilizantes. Mas sempre lembrando de escolher um laboratório de ótima qualidade.     

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