Curso online de semeadoras de plantio direto

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semeadoras plantio direto - Blog AGROPRO

Curso online de Mecanização Agrícola: Como escolher sua semeadora adubadora de plantio direto

Caro leitor, comunico que estamos preparando um curso online de mecanização agrícola, trazendo fundamentos para a escolha de semeadoras adubadoras de plantio direto. Também serão apresentados dados históricos de como evoluíram e o estado da arte dos equipamentos nacionais. Neste contexto serão abordados temas como exigências para a semeadura, tipos de semeadoras adubadoras, suas características, funcionamento, uso, regulagem, manutenção e as recentes inovações. As máquinas semeadoras que fazem parte do complexo de equipamentos utilizados no sistema plantio direto, são consideradas de vital importância, devido serem responsáveis pela implantação da cultura no solo.

O Sistema Plantio Direto teve como principal pioneiro o produtor Herbert Bartz de Rolândia (PR), que importou a semeadora americana ALLIS CHALMERS em 1972. Um momento de forte adoção do SPD deu-se nos Campos Gerais no PR a partir de 1976 com a liderança dos produtores Franke Dijkstra e Manoel Henrique Pereira. Essa iniciativa resultou na criação do Clube da Minhoca, Fundação ABC, FEBRAPDP e CAAPAS. Nesta ocasião o IAPAR e o CNPT/EMBRAPA passaram a realizar pesquisa sistemática no SPD, surgindo em 1981 o primeiro livro do assunto publicado pelo IAPAR com apoio da ICI.

O CNPT/EMBRAPA, aproveitaram-se as características construtivas da semeadora inglesa de fluxo contínuo BETTINSON-3D e os discos duplos desencontrados de origem canadense para construir as primeiras semeadoras, que na época eram especializadas em culturas de inverno e grãos finos. A SEMEATO foi à indústria líder neste processo com a TD, desenvolvida em 1980, sendo acompanhada pela IMASA, FANKHAUSER e LAVRALE. Produtores pioneiros e oficinas locais do PR e RS destacavam-se por realizar adaptações, principalmente na tentativa de semear culturas de verão, predominantemente a soja.

O mercado no início dos anos 80 já dispunha de semeadoras de fluxo contínuo para o SPD principalmente da SEMEATO, IMASA, FANKHAUSER, MARCHESAN e BALDAN. Cita-se que a década de 80 foi um período de estudos e laboratório, onde não havia uma definição clara de como uma semeadora de SPD deveria trabalhar. Os principais entraves para a expansão do SPD na década de 80 foram a falta de herbicidas eficientes ou o desconhecimento dos mesmos e as máquinas que ainda não estavam apropriadas, principalmente para trabalhar nas regiões de solos argilosos, os quais nos primeiros anos de adoção apresentavam adensamento superficial.

O CNPT/EMBRAPA passou a realizar avaliações de semeadoras de plantio direto em Passo Fundo RS entre 1993 a 1997 e o IAPAR no Paraná entre 1996 e 2003. Acredita-se que hoje deve haver mais de 300 modelos diferentes de semeadoras para o SPD no Brasil. A partir daí o crescimento foi espantoso com a área sob plantio direto no Brasil passando de 1 milhão de hectares em 1992 para 32 milhões em 2012, quando ocorreu sua grande expansão não somente no Sul do Brasil, como no Cerrado e, ultimamente nas novas fronteiras agrícolas da região Amazônica e na denominada Matopiba, ocupando áreas, predominantemente, do Cerrado nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Destaca-se que os fundamentos para a escolha, uso, regulagem e manutenção nesta proposta de trabalho serão debatidos dentro do contexto da evolução das máquinas semeadoras adubadoras nacionais.

O que acham da dinâmica de toda esta ideia? Deixe seu comentário!

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Sobre o Autor

Eng. Agrônomo e Doutor em Eng. Mecânica pela Universidade Estadual de Campinas. Foi pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), consultor em projetos do IAPAR e outras empresas. Trabalhou como pesquisador em fitotecnia, como coordenador de fazenda experimental e 22 anos como pesquisador em máquinas agrícolas. Foi diretor técnico e presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio, consultor da FAO em países da África e Ásia.

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