Manejo Integrado de Pragas: uma escolha sustentável

0
0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 0 Flares ×

Num ambiente equilibrado todas as espécies convivem em harmonia. Cada uma tem o seu predador natural e nenhum uma se desenvolve de forma desordenada a ponto de se tornar uma praga. Assim também é na agricultura sustentável. Na lavoura o equilíbrio depende de estratégias corretas de manejo. o que ajuda a controlar infestações e evita perdas na produtividade e prejuízos econômicos. As técnicas para alcançar este equilíbrio fazem parte de uma rotina chamada Manejo Integrado de Pragas.

O Manejo Integrado de Pragas serve para manter as pragas abaixo do nível de dano econômico. A ideia não é eliminar a praga por completo, mas buscar uma quantidade limite que não cause prejuízo econômico na lavoura. As estratégias que compõem o MIP começam a ser aplicadas quando a quantidade de pragas (densidade populacional) chega ao que se chama de nível de controle, que é exatamente o limite para evitar danos. Com o correto uso das estratégias de manejo, o nível de equilíbrio é retomado, garantindo a saúde e a sustentabilidade da produção.

Estratégias no Manejo Integrado de Pragas

O Manejo integrado de pragas envolve uma série de técnicas e ferramentas aplicadas pelo produtor e definidas em conjunto com o engenheiro agrônomo a partir de informações coletadas no monitoramento de diversas fases da produção. Algumas das ferramentas usadas são:

Manejo Integrado de Pragas e a Tomada de decisão

Agorecossistema é o nome dado ao ambiente a ser observado na agricultura. Nele é feito o monitoramento das etapas da produção desde o plantio até a colheita. O monitoramento é feito por meio de amostragem e avalia também as condições climáticas,os tipos de pragas que podem ser prejudiciais e a presença de inimigos naturais dessas pragas. O nível de controle das pragas também deve ser levado em consideração, pois é ele que vai determinar a melhor estratégia e o momento exato de aplicá-la. É importante ainda reunir as informações taxonômicas da praga para construir um Manejo Integrado eficiente. 

Com todos os dados coletados periodicamente, é possível estabelecer os tipos de controle que podem ser usados: controle cultural, controle biológico, controle comportamental, controle genético, controle varietal e controle químico.

  • Controle cultural: Reduz a disponibilidade de alimentos para a praga e evita a explosão populacional na entressafra. É uma ação preventiva e permanente na lavoura que pode ser feito por meio de rotação de culturas, escolha da época de plantio e colheita, poda, controle da adubação e irrigação, plantio direto entre outros
  • Controle biológico: preserva os inimigos naturais para controle das pragas. Pode usar inseticidas químicos seletivos que matam as pragas e não os inimigos naturais. Liberar inimigos naturais no campo é outra alternativa.
  • Controle comportamental: explora sinais químicos entre os seres vivos como feromônios, plantas repelentes, armadilhas e semioquímicos.
  • Controle genético: controla a população de praga a partir da manipulação de seu genoma. Dessa forma busca-se a redução do potencial reprodutivo de determinada praga.
  • Controle varietal: usa variedades transgênicas que expressam proteínas inseticidas (Bt) para o manejo eficiente da praga. A tecnologia Bt representa uma importante ferramenta para o manejo integrado de pragas nas culturas de soja, milho, algodão e cana.
  • Controle químico: usa de inseticidas seletivos que atingem somente as pragas, mantendo vivos os inimigos naturais delas e polinizadores. Apenas produtos registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) são permitidos. 

Um manejo integrado de pragas eficiente traz uma série de benefícios. Controla pragas da lavoura, mantém a biodiversidade do agroecossistema, otimiza a utilização de inseticidas químicos, diminui o impacto ambiental, reduz perdas da lavoura e aumenta a produtividade.

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 0 Flares ×

Sobre o Autor

Comentários no Facebook