4 mitos sobre a agricultura de precisão

0
0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 0 Flares ×

Agropro 4 mitos sobre a agricultura de precisão

A agricultura de precisão consiste na verificação da variabilidade do solo e do clima para uma maior produtividade das culturas. Com base nessas variáveis é que o sistema de gestão é ou não aplicado nas propriedades rurais. É muito simples, solos diferentes devem ser tratados de maneira diferente.  

A agricultura de precisão difere da tradicional pois trabalha com a média, com um tratamento uniforme em uma mesma propriedade. No Brasil, esse sistema vem sendo estudado e aplicada há pouco tempo, desde a década de 90. Mas já é um processo antigo de manejo, descoberto nos Estados Unidos ainda na década de 20.

Ao verificar as variáveis que influenciam a produção nas lavouras, pode-se adequar o manejo, garantindo a otimização tanto do uso de adubos, quanto de agroquímicos. Essa soma resulta em um melhor gerenciamento nas propriedades, com um retorno econômico, social e ambiental maximizado.

Por ela ainda ser uma forma nova de manejo no país, há muitas dúvidas e mitos acerca da agricultura de precisão, bem como seus benefícios e aplicações. Com este artigo vamos esclarecer alguns destes mitos. Confira:

1. Agricultura de precisão somente para grandes propriedades

Não, a agricultura de precisão não serve somente para as grandes propriedades rurais. Ela pode servir como sistema de gestão em pequenas propriedades. Isso porque em qualquer propriedade pode ter variáveis que influenciam o processo de produção.

No caso de pequenos agricultores que já estão há tempos na mesma propriedade, a verificação da variabilidade pode até ser facilitada. Isso porque os próprios agricultores sabem como foi a sua produção em determinado ano ou se houve mudanças extremas de temperatura.

A agricultura de precisão irá trabalhar com esses dados para garantir uma produtividade melhor. Os dados acumulados permitem comparação e verificação a melhor maneira de se atuar no futuro.

2. O manejo depende de novas tecnologias

Ao contrário do senso comum, a agricultura de precisão pode ser um processo simples no caso de ser aplicado em pequenas propriedades. É claro que como em todos os processos, há equipamentos tecnológicos de ponta sendo lançados para facilitar a aplicabilidade da agricultura de precisão. Mas ela não depende somente deles para funcionar.

Para avaliar os ganhos com a agricultura de precisão, os agricultores ou técnicos devem processar dados de sua propriedade, interpretá-los e depois aplicar as técnicas mais indicadas. Conforme especialistas, os próprios produtores podem processar os dados de suas terras. Pois são eles que mais a conhecem.

Quais locais são mais úmidos, se uma parte de sua lavoura produz mais que a outra, se há diferença nas cores. Tudo isso deve ser analisado. Nesse caso, o mais importante pode ser o olhar do produtor rural.

É claro que as tecnologias podem ajudar e facilitar o trabalho dos produtores, mas elas não excluem a aplicação da agricultura de precisão no caso de quem não pode utilizá-las. Imagens de satélites são uma das alternativas para verificação de variabilidade de exposição, relevo, altitude do solo, entre outras.

Apesar de não caminharem juntas, as novas tecnologias podem sim beneficiar o processo da agricultura de precisão. Como é o caso dos dados que vem sendo armazenados de maneira mais simples com a tecnologia da informação e o caso dos dados meteorológicos, ou aqueles de solo ou relevo conseguidos através das imagens de satélites como citamos acima.

Conforme estudiosos, essa confusão que se faz quando se alia novas tecnologias à agricultura de precisão há uma motivação. Ela se deve a chegada do novo sistema ao Brasil. A coincidência se deu, pois justamente na década de 90 é que chegavam ao Brasil máquinas agrícolas mais modernas, e com a agricultura de precisão veiculada a essas máquinas.

3. O sistema é benéfico somente para algumas culturas

Não são somente as culturas anuais, como a soja e o milho, que podem ser beneficiadas com o sistema de gestão da agricultura de precisão. Toda cultura que conte com as variáveis, seja do clima ou do solo, pode ser beneficiada com a sua aplicação.

4. Todas as propriedades devem inserir a agricultura de precisão

O uso da agricultura de precisão irá depender do processamento de dados de cada propriedade. Quanto maior for a diferença encontrada nas áreas produtivas maior será o seu potencial de uso.

Há casos de diferenças mínimas serem encontradas, daí vale o esquema da agricultura convencional, ao tratar a terra uniformemente. Isso porque a aplicação da agricultura de precisão traria resultados ínfimos, que não valeriam o investimento a ser realizado.

Como vimos, ainda são muitos os mitos acerca da agricultura de precisão. Mas eles já estão sendo esclarecidos e divulgados para que não haja dúvidas a seu respeito. Isso com o apoio de instituições, como a Embrapa, que em 2009 lançou a sua II Rede de Agricultura de Precisão.

Através da Rede, pesquisadores vêm difundindo o sistema de gestão e ampliando seus benefícios por meio de pesquisas. São mais de 200 pesquisadores desenvolvendo seus estudos em 15 campos experimentais. O que significa que ainda há muito que esclarecer.

Para saber mais sobre este e outros temas do campo, acesse o nosso blog.

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 0 Flares ×

Sobre o Autor

A AGROPRO é uma empresa de tecnologia dedicada ao desenvolvimento de soluções inovadoras para o agronegócio. Nossa missão, sempre atenta ao futuro, está comprometida através da ciência e tecnologia, possibilitar a excelência da atuação profissional de seus clientes e parceiros, idealizando realizar uma agricultura altamente produtiva e sustentável que garanta a conservação dos recursos naturais e saúde das pessoas. Saiba mais em: www.agropro.com.br

Comentários no Facebook