Mudanças climáticas e o futuro da agricultura

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Agropro Mudanças climáticas e o futuro da agricultura

Nunca na história do Planeta Terra houve tanta concentração de gás carbônico (CO2), um dos causadores do aumento do efeito estufa. Pesquisadores conseguiram chegar a dados que fazem essa medição desde 800 milhões A. C. e constataram que a ação humana na Terra é bem mais desastrosa do que se imaginava.

É fato, nosso conforto está resultando em estatísticas e projeções nada confortáveis. Com o aumento do efeito estufa vem o aumento de temperaturas. Mesmo que para alguns possa parecer ínfima, ela está ficando mais alta e pode trazer algumas consequências. E a agricultura é um dos setores mais atingidos com este aumento.

Essas consequências não serão sentidas somente pelas gerações futuras não. Dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) apontam regiões que já estão sofrendo com alterações climáticas. Estamos falando do futuro da agricultura, mas este futuro pode estar mais próximo que imaginamos.

De acordo com a organização, os desastres vinculados ao clima, cujo impacto e frequência são exacerbados pelas mudanças climáticas, são os que mais afetam a região da América Latina e do Caribe, totalizando 70% das emergências. Somente o setor agrícola, entre 2003 e 2013, sofreu 16% dos danos e perdas causadas por desastres deste tipo. É um índice que exige atenção.

Pesquisas mostram projeções

Com vistas no futuro da agricultura, instituições como a Embrapa e o Ministério da Agricultura estão fazendo projeções. Uma das pesquisas, realizada com a parceria da Unicamp, relata que o aumento das temperaturas pode provocar perdas nas safras de grãos brasileira no valor de R$ 7,4 bilhões já em 2020. Uma quebra que pode saltar para R$ 14 bilhões em 2070.

Conforme o IPCC – Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, o continente africano pode perder ainda mais. Índice que pode chegar a metade de sua produção já em 2020.

Essas perdas conforme pesquisadores podem alterar profundamente a geografia da produção agrícola no Brasil. Uma projeção realizada no Estado de São Paulo mostra que se a temperatura aumentar em 1°C a plantação de café já pode reduzir significativamente, e se o aumento for para 5°C quase não restará área para o cultivo. Desta maneira a produção de café migraria para regiões mais ao sul.

Conforme a FAO, vantagens com o aumento de temperaturas poderão ser vistas somente para o cultivo nas regiões localizadas em altas latitudes, já que seriam menos geladas.

As alterações climáticas e a contribuição do setor agrícola

Dentre as atividades humanas que mais liberam CO2 estão aquelas que necessitam do uso do petróleo. Nesse quesito os maiores vilões são os carros e as usinas termoelétricas. Mas estas não são as únicas atividades humanas que colaboram para o aumento do efeito estufa.

O gás carbônico (CO2) é apenas um dos gases responsáveis pelo efeito estufa, somado a ele há ainda o metano (CH4) e o óxido nítrico (N2O). E esses dois últimos podem ser liberados também através da produção agropecuária, com a cultura do arroz inundado, a pecuária e também a queima de resíduos orgânicos na agricultura.

Somado a isso, podemos citar o aumento das áreas para a agricultura, e o desmatamento de florestas, além do uso de fertilizantes. Essa situação coloca a atividade agropecuária como responsável do incremento anual do efeito estufa. Sendo 20% atribuído ao setor, 15% proveniente do metano e 5% do óxido nitroso.

Soluções para garantir o futuro da agricultura

Apesar de ter contribuição no aumento do efeito estufa, o setor agrícola está a cada dia tentando encontrar soluções para reter carbono e viabilizar práticas sustentáveis que garantam o futuro da agricultura. Algumas práticas já contribuíram muito para isso, como é o caso do Plantio Direto, que reduziu significativamente o processo de erosão que assolava o país em 1970.

Além disso, o Plantio Direto reduziu o revolvimento de terra e também a queima da palha, que liberavam óxido nitroso e gás carbônico respectivamente. Agora novas soluções vêm sendo discutidas e com foco nas mudanças climáticas e como elas afetam o futuro da agricultura. Uma das metas é alcançar sistemas produtivos mais resilientes às mudanças climáticas e aos desastres naturais ligados e elas.  

Curiosidades

  • O gás carbônico hoje representa 0,039% da composição da Terra. Há 100 anos ele representava 0,02%.
  • Vênus tem em sua composição 95% de gás carbônico, e suas temperaturas chegam a 700°C.
  • O Efeito Estufa vem sendo estudado desde 1824, quando Joseph Fourier publicou artigo afirmando que a atmosfera retém a radiação infravermelha oriunda da Terra, e que os gases atmosféricos poderiam reter o calor de modo similar aos painéis de vidro – uma comparação sugestiva da expressão “efeito estufa”.

Como vimos neste artigo, apesar da atividade agrícola ter sua contribuição nas mudanças climáticas ela é um dos setores que mais sofrem com elas. Verificamos frequentemente notícias de secas, ou muitas chuvas que afetam as colheitas, e consequentemente a intensidade das produções.

Além disso, o aumento de temperaturas pode acarretar outras situações, como a incidência de doenças e pragas na agricultura. O debate aliado a ações sustentáveis são essenciais para conter as alterações e garantir o futuro da agricultura.

Em nosso blog você pode conhecer algumas das práticas que preveem o manejo sustentável da terra. Confira!

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