Quero fazer o monitoramento de pragas na minha lavoura. Por onde começar?

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O monitoramento de pragas é uma das etapas do Manejo Integrado de Pragas (MIP) que figura entre os processos de modernização da agricultura. Apesar do MIP ter surgido na década de 1960, como uma opção ao uso indiscriminado de defensivos agrícolas, o conjunto de técnicas baseadas no estudo dos insetos, dos inimigos naturais e do tipo de cultivo hoje tem a tecnologia digital como aliada.  

O MIP integra diferentes ferramentas para otimizar o controle de pragas agrícolas. Para que o uso das ferramentas e estratégias de controle seja eficiente, é imprescindível fazer um monitoramento correto das populações de pragas e também promover a integração das informações coletadas em campo. É aí que entra a tecnologia digital. Sistemas de computador e de inteligência artificial facilitam tanto monitoramento quanto a tomada de decisão a respeito da estratégia de controle a ser aplicada.

Os produtores mais conectados às novidades tecnológicas já introduziram o sistema de monitoramento de pragas nos processos de produção agrícola. Mas muitos ainda têm dúvidas. As principais delas estão relacionadas aos requisitos necessários e às vantagens econômicas de investir num sistemas de monitoramento e controle de pragas.

Por isso, trouxemos aqui as primeiras perguntas que os agricultores fazem aos nossos consultores.

1 – O sistema de monitoramento de pragas serve para qualquer tipo de cultivo?

Praticamente todas as culturas podem ser monitoradas, no que se refere a população de insetos que causam danos à produção. São observados excelentes resultados em todas as culturas de cereais;  no cultivo do café e do algodão; e na produção de hortifruti – especialmente tomate, batata e morango; 

2 – Qual o tamanho mínimo da área plantada para se fazer o MIP com um sistema digitalizado?

Para as culturas de hortifruti e café o ideal para iniciar um monitoramento digital é a partir de 200 hectares. Já no caso das lavouras de cereais e algodão, a área mínima recomendada para iniciar o monitoramento de forma digital é 1.000 hectares.

3 – Quando se deve começar a usar um sistema de monitoramento?

O monitoramento permite a coleta de um grande número de informações que serão posteriormente analisadas por meio do sistema de software, para que sejam utilizadas na tomada de decisão. Por esse motivo, antes mesmo do plantio já é recomendado iniciar o monitoramento.

4 – Existe algum tipo de treinamento para operar o sistema?

Sim! A equipe da Agropro se encarrega de treinar o pessoal  da propriedade para garantir o melhor uso da plataforma digital. Os técnicos também fazem um acompanhamento constante do desempenho do uso do sistema. 

5 – Que tipo de equipamento é necessário ter na propriedade para fazer o Monitoramento de Pragas?

Quando se ouve falar em implantar tecnologia digital e sistemas de software, é comum sentir um pouco de receio por medo da necessidade de investir alto em equipamentos de informática. No entanto, para fazer o monitoramento de pragas na lavoura e implantar o MIP, basta ter um telefone celular smartphone com configurações básicas.

6 – Precisa ter sinal de internet?

Sim, mas apenas um ponto com sinal de internet na sede da fazenda é suficiente. A internet é necessária para que os dados coletados durante as tarefas de campo sejam carregadas no celular do inspetor de campo. A coleta de informações em toda a extensão da área plantada pode ser feita no modo offline. 

7 – Financeiramente, quanto eu posso economizar usando o sistema de monitoramento digital?

É difícil dizer quanto dinheiro o agricultor pode economizar quando usa um sistema de monitoramento de pragas, pois isso depende de muitos fatores. O que se pode afirmar é que a economia com o uso de defensivos chega a até 50%. Mas, além disso, a plataforma digital oferece uma série de outros benefícios para o produtor, como a rastreabilidade, o registro histórico e o acompanhamento do custo das aplicações.

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