Três formas de reduzir a utilização de agrotóxicos

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Na agricultura moderna as preocupações com a segurança alimentar têm crescido cada vez mais. A utilização de agrotóxicos tem sido uma ferramenta essencial para produzir em larga escala com altos índices de produtividade, no entanto seu uso demasiado tem causado preocupações na população sobre os riscos de intoxicação envolvidos. Além disso, a utilização excessiva do controle químico nas lavouras por diversas vezes acaba induzido ao surgimento de resistências de pragas e doenças contra os pesticidas.

No artigo “Saiba quais são as formas de plantio sustentável” nós discutimos algumas das práticas mais utilizadas para reduzir as utilização de agrotóxicos na lavoura e consequentemente melhorar a eficiência do controle de pragas e doenças. Neste artigo exploraremos um pouco melhor este assunto apresentando mais algumas práticas eficientes para proporcionar maior segurança alimentar.

Uso do controle biológico

O controle biológico tem sido uma forma de controle alternativo à utilização de agrotóxicos. A técnica se baseia na introdução de predadores, parasitas ou patógenos das pragas presentes no campo. Embora a técnica ainda não seja amplamente utilizada no Brasil devido a sua complexidade, muitos avanços têm sido conquistados em alguns cultivos. Um exemplo de parasitoide muito utilizado no combate a diferentes espécies de lagartas é o Trichogramma spp. O inseto consiste em uma vespinha da ordem Hymenoptera que deposita seus ovos sob o corpo da lagarta, que ao eclodirem, liberam larvas que se alimentam da lagarta praga levando-a a morte.

Diversos trabalhos como o desenvolvido por Chailleux et al (2013) demonstraram a eficiência do uso de Trichogramma além de outros parasitoides no controle da lagarta do tomateiro Tuta absoluta.

Invista na tecnologia de aplicação de agrotóxicos

De acordo com a Emater, quase metade das aplicações de agrotóxicos são perdidas por erros cometidos durante a aplicação. Além do prejuízo na aquisição do produto, o agricultor acaba por não proporcionar um controle adequado das pragas, sendo necessário mais aplicações.

As perdas na utilização de agrotóxicos acontecem de diversas formas, dentre elas, a deriva costuma ser uma das mais comuns. A perda do produto durante a aplicação pode gerar contaminação de rios e lagos e até mesmo fito toxidez em áreas vizinhas para onde o produto é deslocado. Dessa forma, o treinamento do agricultor e seus colaboradores sobre a correta utilização das técnicas de aplicação de pesticidas é essencial para se obter o máximo proveito e eficiência no controle químico, proporcionando assim uma redução da necessidade de várias aplicações por safra.

Sistema plantio direto para reduzir a utilização de agrotóxicos

Como discutimos em diversos artigos, o sistema plantio direto passou de uma simples técnica de se semear diretamente sobre a palha para um sistema completo, envolvendo aspectos que vão desde a semeadura até o controle fitossanitário da lavoura. A utilização de práticas de controle cultural como a rotação de culturas tem se destacado como uma das principais estratégias para reduzir a frequência do controle químico. O correto manejo do sistema, portanto, pode evitar diversas dores de cabeça para o produtor.

Manejo Integrado de pragas e doenças

O manejo integrado de pragas, também conhecido como MIP, consiste em um conjunto de diferentes práticas, incluindo as anteriormente citadas, para proporcionar o controle de pragas de maneira sustentável e reduzir as aplicações de agrotóxicos na lavoura. Segundo a definição de Kogan (1998) o MIP é o sistema de decisão para o uso de táticas de controle, isoladamente ou associadas harmoniosamente, numa estratégia de manejo baseada em análises de custo/benefício que levam em conta o interesse e/ou impacto nos produtores, sociedade e ambiente, ou seja, a praga permanece na lavoura, mas em uma condição de “não-praga”.

O MIP reúne um conjunto de medidas que visam manter as populações de insetos praga abaixo do nível de dano econômico. Entre estas medidas estão os monitoramentos das pragas, doenças e inimigos naturais, rotação de culturas entre outras. A utilização conjunta de todas as práticas através do MIP, dessa forma, proporciona ao produtor uma maior eficácia em seus métodos de controle, maior segurança ambiental na produção, além de economia no uso reduzido de agrotóxicos.

E você, sabe mais formas de se reduzir a utilização de agrotóxicos na lavoura? Compartilhe suas experiências conosco.

Referências

CHAILLEUX, Anaïs et al. Potential for combined use of parasitoids and generalist predators for biological control of the key invasive tomato pest Tuta absoluta. Journal of pest science, v. 86, n. 3, p. 533-541, 2013.

Kogan, M. 1998. Integrated pest management: Historical perspective and contemporary

developments. Annu. Rev. Entomol. 43:2043-70

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Sobre o Autor

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